dois tipos de pessoas…

Nestes últimos tempos tenho-me lembrados das palavras de Ander-Egg no I Congresso Nacional de Serviço Social, decorrido em Aveiro, no ano de 2002.

Dizia Ander-Egg (e peço desculpa por não citar plenamente as suas afirmações) que a médio prazo haveria dois tipos de pessoas:

  • aqueles que não dormem porque têm fome, e
  • aqueles que não dormem porque têm medo dos que têm fome.
Anúncios

19th World Conference of Social Work

disponível a listagens das comunicações (orais e posters) aceites para a conferências.

Marquem na Agenda…

dia 22 de Abril de 2008, no Porto…

II Simpósio Nacional: Desafios do Profissional de Serviço Social

mais informações brevemente

Novo texto publicado

Na rúbrica Artigo pode encontrar um novo texto publicado!

Suposições…

E se vivêssemos num país onde se justificaria com riscos de acidente para retirar pessoas das suas habitações, sem que haja razões para isso?

E se vivêssemos num país onde a situação anterior aconteceria contra a vontade dos moradores?

E se vivêssemos num país onde para resolver a situação anterior, bastaria algumas obras de protecção de possíveis desmoronamentos?

E se vivêssemos num país onde se justificasse com a vontade de “reflorestar” esse local?

E se vivêssemos num país onde a 200 metros desses local fosse construído um hotel de cinco estrelas e um condomínio (de luxo) fechado?

E se vivêssemos num país onde não interessasse, à empresa estrangeira responsável pela construção desse hipotético hotel, a vizinhança de pessoas de baixos recursos educacionais, financeiros e sociais e a existência de casas algo degradadas?

E se vivêssemos num país onde interessasse a essa empresa estrangeira, que essas casas fossem substituídas por vegetação, de forma a melhorar “a vista”?

E se vivêssemos num país onde um vice-presidente da edilidade dum concelho onde esta situação hipotética acontecesse, fosse parte interessada (suponhamos accionista) dessa empresa estrangeira?

 

O que faríamos se vivêssemos num país onde tudo isto acontecesse?

 

E se vivêssemos num país onde (quase) todos se calassem e deixassem esta situação acontecer?